PARTICIPAÇÃO, PERMANÊNCIA E PERTENCIMENTO DE MULHERES EM STEM NA PRODUÇÃO ACADÊMICA BRASILEIRA: SUBSÍDIOS PARA INTERLOCUÇÕES COM O CONTEXTO MOÇAMBICANO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.26774Palavras-chave:
STEM. Permanência e pertencimento. Ações de apoio. Mudanças institucionais.Resumo
Este estudo analisa como a produção acadêmica brasileira caracteriza políticas, incentivos e estratégias institucionais voltadas à participação, permanência e pertencimento de mulheres em STEM no ensino superior, buscando subsídios para interlocuções com o contexto moçambicano. Desenvolveu-se uma Revisão Sistemática de Literatura, orientada pelo Estado do Conhecimento e pelo PRISMA 2020, com buscas nas bases OASISBr e Google Scholar (2015–2025), resultando em corpus de 21 estudos (6 teses e 15 artigos). A análise organizou-se em quatro eixos: Ações de Apoio Pedagógico, Financeiro, Psicossocial e Mudanças Institucionais. Os resultados mostram que a permanência depende da articulação entre monitorias, mentorias, bolsas, redes de apoio, acompanhamento psicológico, enfrentamento ao assédio, apoio à maternidade e transformações curriculares. Ações isoladas produzem efeitos limitados, enquanto políticas articuladas favorecem o pertencimento. O estudo identifica um tensionamento entre a lógica da resiliência individual e a necessidade de reforma sistêmica, concluindo que a equidade em STEM exige ambientes universitários inclusivos e culturalmente sensíveis às especificidades brasileiras e moçambicanas.
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